Não há como escapar do clichê. Atenas (Athína no original, Athens em inglês), com 3,7 milhões de habitantes, é, de fato um dos embriões da civilização ocidental. Sua acrópole faz parte daqueles cartões postais mundialmente conhecidos, rodeados de uma ancestral aura mítica e de uma distância aparentemente inatingível. O seu urbanismo, porém, não vive apenas de monumentos arqueológicos – e é bom não esperar por uma terra encantada, pois aí pode se decepcionar.
Os viajantes que imaginam da capital grega uma Roma mediterrânea, e ainda mais limpa, organizada e menor são os primeiros a frustrarem-se, e não são muitos os que ficam mais de dois ou três dias. Atenas talvez careça do cosmopolitismo ou do charme de outras grandes capitais européias, mas a comparação é injusta: a história, a cultura e a economia aqui sempre pertenceram a outra realidade. De qualquer forma estamos falando da capital da Grécia e é claro que há muito o que ver – e aprender.
Quem a visitou há alguns anos deve retornar – e se surpreenderá com a contemporaneidade da cidade em contraste com as suas antiguidades. Hospedar os Jogos Olímpicos foi como uma cirurgia plástica. Entretanto você saberá que está na boa e velha Atenas ao avistar o Parthenon de longe – e os vários cachorros de rua.
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Site da cidade: www.cityofathens.org


